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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Blogagem Coletiva: "Sonhar e Ser: o que o sonhos fazem por nós?"

Desde que me entendo por gente eu sonho. Sonho acordada, dormindo, chorando,  sorrindo. Quando pequena sonhava em ser bailarina ou a mulher maravilha. Sonhava com uma casa na árvore. Na adolescência com o meu primeiro amor, meu príncipe encantado. Partindo para a fase adulta sonhava em ser policia feminina (sou frustrada até hoje por não ter entrado na policia). Hoje sonho com a nossa casa própria e concluir o ensino superior na área que eu escolhi: psicologia.
Desde pequenos os sonhos fazem parte de nossas vidas. Cada pessoa tem os seus, porém acredito que todos com um único objetivo o de ser feliz. Para mim os sonhos são a minha válvula de escape onde projeto meus anseios, é o que me move nessa vida de constantes incertezas. Os sonhos frustantes? Esses me servem de lição e motivação para nunca parar de sonhar.
E assim sonhado vou vivendo. Com a única certeza que tenho nessa vida é que os sonhos sempre farão parte dos meus dias.


Esse texto faz parte da Blogagem Coletiva do Blog Sonhar e Ser da minha amiga Liliane que está comemorando seu primeiro aniversário, se você não conhece ainda basta clicar aqui. Um super beijo Paty!

P.S. começou ontem a blogagem coletiva e vai até o dia 25/02 participe você também.


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Blogagem Coletiva:Minha História de Amor.

Sei que cheguei atrasada para a inscrição do sorteio no blog da She e concorrer a um exemplar do seu livro. Para isso bastava fazer a inscrição até o dia 21/01, e hoje, dia 23/01, contar uma história de amor em comemoração aos 3 anos do seu blog. Não resisti e adorei a idéia de que cada participante do sorteio contasse uma linda história de amor. Mesmo não concorrendo ao seu livro Cabra Cega, clique aqui para conhecer o blog do seu livro, eu resolvi escrever a minha história de amor.



Em agosto de 2006 meu querido pai passou mal e teve que ser levado às pressas para o hospital. Por recomendação médica ele ficou internado para fazer uma bateria de exames. Passado alguns dias, em um dos seus exames, foi detectado um tumor no cérebro. Para dar início ao seu tratamento ele precisaria passar por uma biopsia,  assim os médicos teriam condições de decidir qual tratamento correto aplicar.
Não passou muitos dias para que a cirurgia da biopsia fosse realizada. Na cirurgia ocorreu tudo bem. Agora era torcer para o resultado da biopsia ser benigna e o meu pai se curar.
Com o decorrer dos dias percebemos que o meu pai estava com o lado esquerdo paralisado. Os médicos diziam que era por causa da cirurgia, e que o cérebro estava inchado. Com o tempo tudo voltaria ao normal . Fase bem complicada. Ver meu paizinho em cima de uma cama, um homem que nunca dependeu de ninguém para nada, cortava o coração.
Nessa mesma época, com os nervos a flor da pele, eu conheci pela internet o Lucas através de uma conhecida em comum de uma rede social. Não tinha cabeça para absolutamente nada, mas aquele rapaz de apenas 22 anos passava por um momento delicado em sua vida decorrente de uma profunda depressão. Eu achei que ambos poderíamos nos ajudar. Trocamos MSN e conversávamos diariamente. Mas eu me enganei, pois ele só falava dos seus problemas. Eu em uma situação delicadíssima achava ele um egoísta, afinal nunca tinha lidado com ninguém com problemas de depressão. Mesmo assim eu não consegui deixar de conversar com ele. Os dias foram passando, meu pai indo e vindo do hospital, quando em uma consulta com o neurologista, que fez a sua cirurgia, minha irmã ficou sabendo que ao final da operação ele teve um AVC (acidente vascular cerebral). Seus movimentos estavam comprometidos e só com muita fisioterapia talvez ele ficaria um pouco melhor.
O tempo passou. Chegamos em outubro. Meu pai em cima da cama e pedindo todos os dias para que Deus o levasse. Esgotada fisicamente e emocionalmente, resolvi tirar um dia para tentar me divertir um pouco com meus amigos. No dia 21/10 um grupo de amigos organizaram uma festa de Hallowen. Convidei o Lucas para participar da festa. Nós morávamos em cidades diferentes e bem distantes uma da outra. Ele me falou que talvez iria, pois nos últimos dias não passara muito bem e tinha receio de ter crises de pânico na estrada.
Numa sexta-feira, dia 20/10, acompanhei meu pai na sua primeira avaliação com a fisioterapeuta. Quando cheguei em casa, abri minha caixa de e-mail e me emocionei com as palavras que li. Era do Lucas me dizendo que não poderia vir para a festa, pois ele tinha tido crises recentes e estava bem abalado. Confesso que ao ler aquelas palavras eu chorei, e foi aí que eu percebi que ele precisava de ajuda de uma "amiga".
Peguei o telefone, liguei na sua casa e conversamos pela primeira vez. Disse que sentia muito por ele e que queria muito que viesse na festa, pois se sentiria bem melhor. Depois de conversarmos um pouco, senti ele mais animado, quando me falou que faria um esforço para poder vir. O que eu não esperava é que eu não fosse na festa. Nessa mesma noite meu pai passou mal. Fomos para o hospital, e como de costume ele teria que ficar internado. Desde a descoberta do tumor haviam se passado 1 mês e 14 dias. Passei a noite no hospital com ele. Meu irmão me falou que ficaria na noite de sábado, assim eu poderia descansar e tentar me distrair um pouco. A noite foi bem longa e por várias vezes pensava no Lucas, se ele estaria bem na estrada.
Na manhã seguinte, quando fui alimentar meu pai, ele começou a passar muito mal e foi levado às pressas para a U.T.I. De lá não o vi sair vivo. Devido a várias complicações ele não suportou e faleceu. Naquele momento meu mundo desmoronava. Meu pai sempre foi pai e mãe para nós. Minha mãe até hoje é fria com relação aos seus sentimentos. Diferentemente do meu pai. Ele beijava, abraçava, cuidava, enfim, era a minha vida... Passado um tempo, onde meus pensamentos começavam a organizar-se, liguei para o Lucas avisando que eu não iria na festa, pois meu pai tinha falecido. A noite ele foi na minha casa com um amigo, que eu liguei e pedi para lhe dar atenção... Foi aí que nos conhecemos pessoalmente. Deus brinca com a gente de maneira bem esquisita. Ao mesmo tempo em que tirava o meu porto seguro já estava me amparando por outro lado. Na  hora do sepultamento, o Lucas estava comigo. Na época como amigo, mas estava.
Passou um mês, eu comecei a trabalhar e nas minhas primeiras folgas o Lucas me convidou para conhecer a sua cidade, Presidente Prudente - S.P. Eu fui. Quando cheguei na rodoviária ele foi me encontrar e demos o nosso primeiro beijo, como cena de novela, sem trocar palavra, apenas  nos aproximamos e deixamos nossos lábios se encontrarem.
Depois de três anos de intenso tratamento o Lucas, graças a Deus, se curou. Voltou para o seu trabalho e me trouxe para morar com ele. Chegamos aqui nessa cidade com apenas quatro malas de roupas e, hoje, apesar de algumas dificuldades, temos nossa "casa" e principalmente somos muito felizes.
Posso afirmar que sou uma mulher feliz e realizada, respeitada e que tenho um verdadeiro amor ao meu lado!